Brasil, OPAS e OMS colaboram para expandir capacidade de produção de vacinas do país

O Ministério da Saúde do Brasil, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) discutiram neste sábado (3) uma colaboração técnica para ampliar a capacidade de produção nacional de vacinas do país. A decisão foi tomada após encontro virtual do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e a representante da OPAS e da OMS no Brasil, Socorro Gross.

Durante a reunião, foi analisada a possibilidade de adaptar parques industriais brasileiros que desenvolvem imunizantes para animais, de modo a que possam também produzir vacinas contra a COVID-19 em humanos. Essa expansão da capacidade brasileira poderá beneficiar não apenas a população local, mas também a de outros países.

“A nossa prioridade é ampliar a vacinação. O problema de carência de vacinas não é só do Brasil. É um problema mundial. Até países desenvolvidos encontram dificuldades com o aporte de doses”, afirmou Marcelo Queiroga, acrescentando que dois grandes laboratórios brasileiros, da Fiocruz e do Instituto Butantã, têm capacidade de produção de vacinas contra a COVID-19.

Em entrevista após a reunião, o ministro da Saúde ressaltou que é necessário reforçar as medidas para evitar a circulação do vírus. “Todos sabemos que o uso de máscara é fundamental. Para tanto, é necessário que haja a adesão da população brasileira. A higiene das mãos com água e sabão, o uso de álcool em gel, evitar aglomeração entre as pessoas”, enumerou.

De acordo com Socorro Gross, essas medidas ajudam a ganhar tempo, principalmente em um momento de baixa disponibilidade mundial de vacinas. “Hoje, é momento de união e reflexão. Não temos como diminuir a transmissão desta doença se cada um de nós não aplicarmos as medidas de utilizar a máscara, sempre lavar nossas mãos, fazer o distanciamento físico e, especialmente, não ter aglomeração. Os jovens também têm uma grande responsabilidade de cuidar dos que hoje são mais vulneráveis. Hoje, é o momento em que o Brasil pode mostrar esta união. Este SUS (Sistema Único de Saúde), que é único, pode sim mudar o rumo desta pandemia”, avaliou.

No encontro, foi abordada ainda a busca por insumos estratégicos, como os medicamentos para intubação de pacientes internados com COVID-19. A pedido do Ministério da Saúde do Brasil, a OPAS está buscando esses produtos no mercado internacional. A previsão é que os medicamentos cheguem de forma escalonada em até cinco semanas.

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